24 de outubro de 2006

speed dial no.2 ...

[ Para quem desconheça, Speed Dial No.2 é uma música de Zero 7 ]

No Vodafone tenho desde sempre a ... "M a r t a" ... a borracheza da minha irmã.

No TMN tenho o ... "A m i z a d e" ... uma andorinha que eu adoro, e que não é menos borracho que a minha irmã.

[ Estar (ainda) acordada às 5 da matina tem destes espasmos ... oh well. ]

20 de outubro de 2006

Become Not


sitting ... waiting ... wishing ...

Aproximo, perpendicularmente, o meu indicador direito aos lábios e onomatopeio um "Sshhhh ..." muito cúmplice e suave.

Sei de fonte segura que, daqui a uns tempos, vai sair um suporte físico da banda, disponível para compra ...

Perdoa-me João Pedro, mas não resisto em referir que as músicas, que eu tive o OBESO privilégio de ouvir em antemão, são lindas ... lindas ... lindas ... lindas ... muito, muito LINDAS! Jasus, tão lindas ... (obrigada!)

I am right and time, for sure, will prove I'm not wrong ;)


Mas até que chegue o dia, fiquem a conhecer e deliciem-se.

18 de outubro de 2006

Em todas as ruas ...

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco.


Mário de Cesariny de Vasconcelos


Há uns tempos, o meu "João" Rosinhas comentou um dos meus posts com este poema.

Acho-o demasiado bonito para estar tão escondido ...

17 de outubro de 2006

Pão de Canela com o Gladiador


Ontem de tarde fui à Fnac do Chiado comprar mais um livro do Astérix. Esta poção mágica está a comemorar 45 anos de existência e eu aproveitei o aniversário para refazer e reler a colecção em honra ao meu pai, porque a minha querida mana Marta foi semeando (é o verbo que ele usa) os dele pelos amigos ... O que é certo e sabido é que nunca mais deram à costa.

Larguei os habituais €10,80 e comecei a fazer outras contas de cabeça sobre o que haveria de fazer a seguir. A vontade de regressar a casa era zero.

(o que vale é que é nestas horas que o meu estômago se transforma, em perfeita sintonia com o cérebro, no meu conselheiro preferido)

Tal qual aconteceu na semana passada, prontamente me decidi a ir lanchar ao Pão de Canela, que é um cafézinho muito sossegado para onde eu vou muitas vezes esplanar. À medida que eu ziguezagueava pelo Bairro Alto em direcção à Praça das Flores, comecei a fazer o filme todo ...

"Como nem está muito frio, vou sentar-me cá fora para ouvir a chuva e sentir o cheiro da terra molhada do jardim. Hmmmm (pensativa) ... que é que hei-de lanchar? ... o belo do bolo de arroz será com toda a certeza. Logo vejo se acompanho com uma meia de leite ou chá".

O feliz contemplado foi um chá de camomila. Arrumei a mesa estrategicamente, refastelei-me na cadeira e dei início à sessão de leitura.

Partilharei de seguida o ritual (para vocês, se calhar ... mania) que faço quando lancho/tomo café seja lá onde for ... neste caso, será o ritual do lanche.
No que toca ao chá, que é sempre de camomila ou cidreira (mais cidreira, por acaso), nunca lhe deito açúcar, e desengane-se quem julgar que é uma mania de gaja que quer manter a linha, porque não é. Acho que o chá doce perde por completo a piada por não deixar que o paladar sinta o verdadeiro da sabor da planta, daí ficarem sempre os dois pacotinhos de açúcar em cima da mesa.
Ora, agora a melhor parte ... o bolo de arroz :) A grande mania, desculpem, o ritual consiste em debicar com os dedos e não trincar, como provavelmente, 80% das pessoas fazem. Uma andorinha que estava sentada numa mesa ao lado até comentou, "Então ... estás a estragar o bolo todo.", ao que eu me vi obrigada a explicar que aquilo era um ritual, e não uma descarga de nervos no desgraçado do bolo.


Só vos digo, meus caros, é do melhor ... aconselho! E, já agora, se alguém morar por essas bandas, avisem. Para a próxima, em vez de um Astérix, vou preferir companhia para tagarelar ...

Fiquem bem.

Another you ...

There will be many other nights like this,

And I'll be standing here with someone new,

There will be other songs to sing, another fall, another spring,

But there will never be another you.

There will be other lips that I may kiss,

But they won't thrill me like yours used to do,

Yes, I may dream a million dreams,

But how can they come true,

If there will never ever be another you.

Estou sentada no parapeito da janela a desfrutar desta noite tão sossegada. O Sr.Chet Baker andava meio esquecido por estas bandas ...

14 de outubro de 2006

5 minutos e 51 segundos ...

Sempre presente numa sessão de varanda ...



Artista: Talvin Singh

Música: Traveller (Kid Loco's Once Upon A Time In The East Mix)

Trilogia - A Quinta de Santiago ( I )

A Quinta de Santiago é O meu ninho.

Sebastião Clemente Lambelho é o meu maravilhoso avô materno e o criador desta quinta fantástica situada na Aldeia de Joanes, arredores da cidade do Fundão.
A semana que lá passei durante as festividades do IMAGO foi muito mais do que uma inspiração para escrever este post.


Começou como sendo uma quinta muito tradicional com uma adega no rés-do-chão, onde de vez em quando se faziam umas matanças de porcos (o grunhir desesperado dos desgraçados está bem presente na minha memória auditiva); um primeiro andar com um terraço que está colado ao salão que na altura só tinha vida nos dias mais especiais, três quartos, a bela da casa-de-banho e a cozinha que era a primeira divisão mal se entrava em casa; o segundo, e último, andar tinha mais dois quartos e três pequenos sótãos. Num pequeno anexo à casa, estavam as capoeiras e à volta só se via a horta, videiras, cerejeiras, castanheiros, figueiras e nogueiras. Nessa altura, os habitantes eram os meus avós (Sebastião e Elisa) e os três filhos (por ordem decrescente; Ana Maria, a minha mamã; António Manuel e Maria da Conceição).

Com o passar dos tempos e aumento da família, as exigências obrigaram a uma redução da vinha e, consequentemente, a um aumento da quinta. Na década de 80, a casa já abrigava dez elementos ... os meus avós, o meu tio, a minha tia com o ex-marido, a minha mãe com o meu pai (Fernando Maria) e os seus três filhotes (mais uma vez por ordem decrescente, Marta, Sara e Miguel). É óbvio que não tenho estado a incluir a bicharada. Havia de ser bonito!
Continuando ... a cozinha foi transformada em hall que passou a ser a passagem para uma mega kitchnet e como os avós e os papás querem sempre o melhor para os netos e filhos, decidiu-se abater mais umas quantas videiras para se construir uma piscina ...


... e por cima das capoeiras (que deixaram de o ser) fez-se um terraço com balneários e churrasco.


(papá Fernando a grelhar coisinhas boas ... topem-me o milho e o belo do tomate)

(cont.)

10 de outubro de 2006

1997 ... no dia 7 de Maio

O nosso reencontro no Imago deixou-me nostálgica.

No dia seguinte, ao som de Dead Can Dance, enfiei-me no sotão a procurar os "apontamentos" das nossas aulas de secundário ...

- Quem é que está a organizar o concerto dos Blind Zero? A Câmara ou a A.E.?

- A Câmara.

- (tom de Saúl) Ai é ... É que o Ricardo Palouro, na última reunião da A.E., disse que tinha umas ideias para não sei o quê, mas sendo assim ... obrigada!

- Ai dom te andarceténde!!!

- Então, xekesse!

- Xá xekessi!

- Fiche.

- Fixone.

- Kúls.

- Du iu meri mi?

- Uái ar iu aluaes ésking dét?

- Bicouze ai uonte iu tu meri mi!!!

- Énd ife ai donte uante tu?

- Bate iu uile uante tu!

- Au?

- Iu uill meri mi! Au? Ai donte noue.

- Uil si dét!

- Óuquei.

- Léts uaite énd fáind aut!

- Iéce, létes uaite énde fainde aute! Ai oupe déte ui fainde sametingue gude.

- Ái agri uid iu.

- Ende ai agri uid iu!!!

- Kipe dice.

- Uid lâve.

Diálogo escrito com Pedro Fiuza, o meu companheiro de carteira e grande compincha do 10º ao 12º ano.

Tão atentos que nós estavamos ...

15 de setembro de 2006

o meu post preferido

Quarta-feira, Março 22, 2006

Pleasure delayer...

Recordo o Vanilla Sky, e a conversa que tivemos...

- And you didn't immediately wanna sleep with her?
- Well, you know, I'm a pleasure delayer.

Gosto do descobrir. E gosto do ir descobrindo.

Não sei se serão coisas diferentes... Talvez não faça sentido sequer distingui-las. Talvez a segunda seja apenas uma ideia errada, induzida pela aparente existência do tempo. Talvez a primeira não seja mais uma que uma ilusão. Ou talvez sejam uma e a mesma coisa. Ou mesmo coisas totalmente diferentes. Talvez se chegue à primeira através da segunda. Ou talvez a segunda seja uma sucessão da primeira muitas vezes repetida. De qualquer das formas, se é que me entendes, sei que gosto de descobrir, e que gosto de ir descobrindo. Simplificando...

Gosto de reparar, de olhar, de observar, e do ir observando. De ouvir, de conhecer, e do ir conhecendo. Gosto de me deixar, e do me ir deixando, lentamente, envolver. Dos olhares ansiosos, das brincadeiras dissimuladas, e dos toques nervosos. Gosto de sentir, e do ir sentindo...

Exercito a calma, busco a paciência, procuro a tranquilidade. Aguento-me. Obrigo-me. Forço-me. Prendo-me. Se for isso possível, e se sentido fizer.

Depois deixo-me ir um pouco mais. Desfruto de cada detalhe. De cada curva desenhada, e de cada prega imaginada. De cada gesto feito, e de cada sorriso dado. De cada olhar cruzado, e de cada um evitado. Das palavra que são ditas, e daquelas que são guardadas...

Vou desfrutando, ao ritmo que me sentir ser. Desejo, e vou desejando. Espero... E desespero, e desejo um pouco mais. Vou desejando, mais e mais, e depois ainda mais... E, de repente, num momento, descubro o sentir descontrolado, e o incontrolável desejo.

E depois? Oh, sim... Depois gosto de me soltar, e de me deixar voar. De explodir num momento e de, violentamente, te expressar tudo o que sou e tudo o que por ti sinto...
...

[Filipe Feio]



Saudades, andorinha ...

14 de setembro de 2006

We are family ...

[(11.09.06) aproveitei para divagar um bocado enquanto tomava um cafézinho com a bela da água das pedras no "Pão de Canela"]



Fez, no Domingo passado, uma semana que se realizou um jantar que reuniu uma porradona de fãs de Pearl Jam na cervejaria Trindade ... e ao qual eu tive o previlégio de assistir.

O envergonhado ponto de encontro no Largo Camões escondia um serão e tanto. Feitas as primeiras apresentações, o “rebanho” subiu a rua em direcção à cervejaria Trindade, onde estavam mais umas quantas pessoas e oito mesas de oito lugares à nossa espera.


parte das 70 pessoas à porta da Trindade

Os protagonistas formavam um mosaico de nacionalidades lindíssimo! Para além dos muitos portugueses, estiveram também presentes … 3 ingleses, 5 brasileiros, um mexicano, 2 alemães, 3 gregos, uma polaca, uma norte-americana de L.A. e o mais incrível de todos … um malaio! Lembro-me perfeitamente da cara de cada um.

O desbloqueador de conversa não foi nem a época de Setembro, nem a bola ou tão pouco o tempo. Falou-se de música, dos concertos a que íamos TODOS assistir nos dias seguintes … aqui, a felicidade plena, expectativa e ansiedade estavam estampadinhas na cara de cada uma das 70 e tal pessoas. O que é certo e sabido é que, depois de uns quantos quartos de hora e uns tantos canecos, já toda a gente falava entre si como se fossemos amigos de longa data e, melhor ainda, a comunicação com os estrangeiros era perfeita! Ainda hoje tenho dificuldade em explicar o ambiente que inundava aquele salão. Senti-me tão à vontade e quentinha que parecia mesmo que estava num almoço de Domingo com a minha família no Fundão. Foi tão produtivo e arrepiante constatar o amor e dedicação (atenção que não é obsessão ou fundamentalismo) que toda esta gente tem pela banda. Uma sensação mesmo brutalíssima …


um salão bem compostinho

Entre as muitas lindas dedicatórias feitas no Diário “Pearl Jam”, criado pelo meu Joãozinho Zippy (ideia fenomenal … és lindo!), tenho que salientar a da Ellen (saudadji cara, vocês são dji mais!), do Brasil, à qual vou fazer uma adaptação para o meu caso …

Bilhetes para 3 concertos: 118 euros
Gastos extra: 120 euros (aprox.) … até agora.
Ver os Pearl Jam ao lado d@s meus/minhas Jammers: NÃO TEM PREÇO!



Depois dos senhores da Trindade nos convidarem a sair, o grupo rumou para um lugar de culto no Bairro Alto, o Clandestino … mas como Domingo é o dia da família e do descanso, o Martins tinha o estaminé fechado. Lá tivemos nós que nos desenrascar na porta ao lado.

Para mim, a noite acabou às 3 da manhã, não por fraqueza da minha parte, mas porque tinha um exame de Terminologia Jurídica e Económica no ISLA às 10.00 … por isso, só me ficava bem deitar cedo.


eu e o meu Joãozinho (assessora e fotógrafo respectivamente)

Acordei antes do alarme, feliz da vida, com o cérebro a mil, sem ressaca :P
Primeiro pensamento: Pearl Jam é hoje, finalmente! Ainda tive o direito de receber uma mensagem de “Boa Sorte” às 8 da manhã (que no meu tamagochi tem o som da “Arc”).

O estímulos foram mais que muitos para começar o dia em grande!

Fiz o exame completamente concentrada e, para quem queira saber, … passei com um 11 muito envergonhado. Não sei se é motivo de contentamento ou não, mas em três alunas, só eu é que passei … ficou feita, é o que interessa!