19 de agosto de 2008

the Touch that came from a distance

Há posts que surgem pela simples urgência de existir. Por isso, não há resumo do Pukkelpop para niguém ... pelo menos hoje e os próximos cinco dias, porque vou estar nas Canárias.

E porque há pessoas que, talvez inconscientemente, me apanham muitíssimo bem na curva (daquelas bem apertadas em cotovelo) ... Este post curtinho e sem tempo (sabes bem porquê), para as linhas que mereces, é para ti.

Obrigada por estas folhas (que vou devorar nos próximos dias), pelas restantes (que guardarei sempre, sempre) e pelo que és (x infinitos mais além).

És uindo ... é o que eu tenho a dizer.

Beijinho na ponta do nariz.

18 de agosto de 2008

...

Afinal não fugi com o tio Lanegan para Seattle.
Estou quase morta de descompensação, mas feliz ... extremamente feliz com os três dias mais alternativos destes quase oito meses aqui pelas Bélgicas.

Ainda não dormi três horas que sejam de sono decente e escrever hoje um post sobre cada dia do festival também está fora de questão. Depois de amanhã de madrugada vou com a Elsa passar cinco dias às Canárias ... Vai saber que nem ginjas fazer fotosíntese, mas o regresso vai ser tão ou mais violento que o do festival, porque dia 23 mal aterre em Frankfurt às 22h, cinco horas depois tenho de estar em Charleroi para voar.

Posso adiantar, no entanto, que ...

Mark Lanegan é A-mor!

13 de agosto de 2008

Pukkelpop 2008

... um bilhete acabadinho de comprar;
... um festival;
... pelo menos 28 bandas (que estou excitadíssima por ver pela primeira vez);
... um saco-cama;
... e muita estupidez natural, porque não levo tenda e nem fiz por cravar uma.

É a minha auto-vingança por me ter cortado ao Werchter, à companhia que teria da Adriana e ao jejum demasiado prolongado no que toca a festivais e concertos.

Amanhã a meio da manhã, meto-me no comboio (completamente sozinha e despreocupada) com destino a Kiewit-Hasselt (algures perdido aqui na Bélgica) e rumarei para o desconhecido com apenas uma certeza ... Vai ser (e já está a ser) a **ta da alegria da criança!

Bom fim-de-semana para para os que não vão.

p.s. se não der notícias Domingo ou 2ªFeira, foi porque fugi para Seattle com o Mark Lanegan (o vocalista dos ex-Screaming Trees, agora um dos dos The Gutter Twins que é a banda culpada deste lindo espasmo).

10 de agosto de 2008

JO2008

(enquanto oiço e vou espreitando a natação ... )

Sou muito fãzinha dos Jogos Olímpicos.
Adoro ver a cerimónia de abertura e acho que não preciso de explicar porquê. Todos os espectáculos (sem excepção) são lindíssimos e o deste ano não ficou atrás.

No que toca ao momento de acender da chama olímpica (que é 'o' momento), continuo a insistir que não houve abertura mais original e colossal do que a dos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992. Revi o momento umas quantas vezes no Youtube e arrepiei-me todinha ... é abusadamente fabuloso!


No entanto, enquanto procurava o video, encontrei um outro que deita um bocado por água abaixo a grandeza desse mesmo momento. Porquê? Porque efectivamente a flecha não caiu dentro da píra olímpica. Só que a transmissão televisiva foi tão bem feita que foi impossível sequer duvidar que a flecha havia saído para fora do estádio.


De qualquer das formas, continuarei a achar que é o 'acender' mais ssspectacular de sempre.
O de Sydney (em 2000) com a Cathy Freeman também foi fofinho, vá.

Adiante ...

A natação, mergulho, natação sincronizada, ginástica, algum atletismo e salto à vara sempre foram os momentos que prenderam o meu rabo no sofá e olhos na televisão, mas a modalidade pela qual passei a nutrir o maior dos carinhos é sem dúvida o triatlo (natação, ciclismo, corrida) ... Porquê nº2? Porque o faz parte da Federação e, por causa disso mesmo, eu ter vindo a ter o privilégio de conhecer esse mundo tão de perto, vivendo com emoção as competições e disfrutando momentos altamente hilariantes com ele e com os atletas fora delas.

Hoje bem cedo, dei por mim a ver as gaijas no tiro com arco ... que macheza espectacular!

Mas esta introdução toda (que ainda estou para perceber por que raio se tornou tão longa), tem apenas um propósito ... É que no que toca a transmissões, este ano estou privada da RTP1 e da 2:, tendo apenas a RTP Internacional e mais um par de canais estrangeiros que não fazem a cobertura que mais me agrada.
Felizmente, tenho um portátil fofito e uma ligação wireless (que já bomba 24h por dia em condições). Mais ... como as interwebz estão cada vez mais evoluídas, hoje dou por mim com um enorme nó na cabeça, porque não sei o que é que hei-de ver. Porquê nº3? Porque no site oficial, para além de toda a informação e mais alguma, há doze câmaras que permitem assistir em directo a todas as modalidades (todas!) ... e ... e com um calendário espectacularmente bem estruturado com as horas em GMT (o que me poupa as contas de cabeça com a hora de Pequim).

Como gosto muito de partilhar, aqui ficam os links dos sites que tenho mantido abertos tooooodos os santos dias ...

* Beijing Live (o das doze transmissões)
* Programme Guide (horário das modalidades)

Com tanta escolha, hoje não preciso mesmo de filme de Domingo para me entreter.

7 de agosto de 2008

[*] x agora


[ Sugarcubes - Hit ]

This wasn't supposed to happen
I was happy by myself
Accidently you seduced me
I'm in love again

I lie in my bed, totally still
My eyes wide open, I'm in rapture
I don't believe this, I'm in love again!

This wasn't supposed to happen
I've been hit with your charm
How could you do this to me?
I'm in love ... again

( ... )

I lie in my bed (to-tal-ly still)
My eyes wide open (I'm in rapture)
You've put a seed inside me (oh)
And while you're away
It's growing silently (to be a life)
Starts in my stomach (in time)
Embraces my insides (inside)
And about to reach my heart

This wasn't supposed to happen!
This wasn't supposed to happen!

... um pouco de Fé!

O meu David aka Fé (como todos amigos fundanenses e mais uns quanto o conhecem) ... por mim e SÓ por mim, aka Fanzada aka canino aka Amizade, mandou-se hoje com a comitiva de Triatlo para os Pequins, para os Jogos Olímpicos. Coitadinho ... imagino como será dura a estadia por lá. Vai ter que trabalhar tanto!

Adiante.

Falo dele porquê .. Porque para além de ser um gajo que conheço há mais de vinte anos (quando ele e outros/muitos tantos andavam atrás da minha irmã na escola primária), é também O amigo do coração. Aquele com quem partilhei as maiores parvoíces, criancices e que, acima de tudo, melhor me conhece.
É o gajo que, com a vida ocupada que tem, consegue bater anos luz Jesus Cristo no que toca a omnipresença. Lembra-se e tem tempo para toda a gente, mesmo que uma nesguinha para um café ou uma beijoca ... está sempre lá.

Sim, estou lamechas e estou com uma porradona de saudades dele, porque não lhe aperto o pêlo há cinco meses.
Poderia (e deveria até) ficar aqui a noite toda a falar dele, mas amanhã 'estou em earlies' (voar de madrugada), devia de estar a dormir ... só que não tenho sono.

Adiante ... outra vez.

De tarde descobri uns videos de tamagochi que andavam perdidos num dos CDs que trouxe de Lisboa e, entre uns bem saudosos e nostálgicos, encontrei um que data de há precisamente dois anos.
Foi gravado no festival da Zambujeira que recordarei como um dos melhores momentos, senão 'o' melhor, momento que passei num festival entre amigos.
Éramos quatro pardais ... eu, o Fé (o meu Amizade aka David, portanto), o Rosinhas e a Clara.
Neste dia (há dois anos), subiram ao palco os Zero 7 que foi o concerto do festival que eu mais anseava ouvir e ver ( ... amei!).
No fim da noite, enquanto os Xutos & Pontapés tocavam (que é aquela banda que incentiva sempre a parvoíce), as quatro carcaças sentaram-se nas mesas a encher o bandulho. Entre um gozo ou outro por eu ou a Clara estarmos a seguir as músicas, e depois de o apanharmos a ele a cantar, acabámos por nos render quando começou a Contentores, que é nem mais nem menos a música do ... Fé (mais uma vez, aka David aka Amizade)!

Porquê?


No dia em que um outro David (este aka 'Gordinho') faz 30 aninhos, fica o registo das minhas enormes saudades do outro David (já com 30 também) ... o meu Amizade ... o Fé.

[*]

O pano cai, o medo vem, o corpo treme e sente o chão.
Por tanto quereres o que não tens a voz é surda atrás da mão.

6 de agosto de 2008

4 minutos e 10 segundos

(este post estava destinado ao 'delete', mas lá acabei por recuar na decisão)

Walk ... in silence ...

Domingo ... fim de tarde.
Eu e a Sonia apanhamo-nos sozinhas em casa. A Raquel tinha ido afiar as garras e a Elsa estava a voar.
Decidimos ver o primeiro filme do qual eu me dei ao trabalho de fazer download.
(oops que isto não era para dizer)
Desde que saiu, que andava doida para o ver, mas a disponibilidade não foi amiga. Primeiro o curso Ryanair, depois a preocupação de arrumar uma vida para trazer para Charleroi ... Ver o filme dobrado em francês estava fora de questão e as visitas a Portugal passaram-no sempre, sempre para segundo plano.

Já na casa nova, decidi 'oferecer' o filme à Sonia que também não o tinha visto.

Control ... sobre os Joy Division e, sobretudo, a vida do Ian Curtis. Bandinha esta que me lembra muito quando a mana Marta e os amigos de então ouviam coisinhas boas que eu ia gamando do quarto dela para aprofundar o meu conhecimento musical.

Depois de uma sesta bem merecida ... Corri as persianas para criar o ambiente e voltei a aninhar-me no sofá abraçada à almofada.

- You're getting ready to fall asleep again, aren't you?
- Oh come on Sonia ... is Control. Not just some stupid sunday movie ...
- Yeah, you're right ... let's watch it then. I'm too excited ... I love Ian Curtis so much!

Bom, sem eu dar por ela (por estar tão embrenhada na história), a Sonia começou logo a verter lágrimas na parte em que o Ian Curtis se vira para a mulher dele, na rua, e comenta que não se importava que ela (a mulher, portanto) estivesse com outros homens ... ao que a Debbie pergunta, 'Why? You don't love me anymore?', e ao que o Ian Curtis responde ... 'I don't think i do.' ... começa a ouvir-se a Love Will Tear Us Apart (a favorita dela).
Diz que daí em diante não parou.

Eu? ... Eu tinha tanto de atenta como de descontraída e foi assim mesmo que fui apanhada na curva já no fim do filme, depois do Ian Curtis decidir suicidar-se.
A Debbie entra em casa ... ouve-se um grito desconcertante ... e começa a Atmosphere (que é só assim por acaso, mas só por acaso mesmo, a minha favorita). Pronto ... foi vê-las umas atrás das outras ... sem dó nem piedade e sem que eu tivesse dado permissão. Chorei em silêncio até ao fim dos créditos.

Tanto eu como a Sonia não dissemos absolutamente nada. Levantamo-nos e cada uma foi para o respectivo quarto, passando assim para o estado 'compulsivo'.
Palavra de honra que não consegui pôr-lhes travão ...
Na meia hora seguinte, só se ouviam narizes a fungar com suspiros profundos pelo meio.

... don't walk away in silence ...

- Hey Sara, can I smoke a cigarette in your room? ... Is just too much. And Love really is bullshit and 'will tear us apart' always.

É neste ponto que as nossas almas divergem um bocado (muito).
Eu gosto de acreditar que 'sim' ( ... que Ele anda por aí) e ela nem por isso.

De qualquer das formas, a Atmosphere é A minha música de Joy Division.
A melodia do baixo introduz uma percursão sublime tal qual a vocalização calma e anestesiante do Ian Curtis, aumentando de força a meio para terminar com um ambiente do mais celestial e bonito que se possa imaginar.

... endless taking ...

Uma coisa é certa, nos próximos tempos não vou conseguir ouvir esta música com a tranquilidade com que costumava. E confesso até que das últimas vezes que a ouvi, o nozinho na garganta desprendeu-se e a lagriminha voltou a saltar olhos fora.

Joy Division - Atmosphere



... life rebuilding ...

1 de agosto de 2008

Carlsberg vs. Heineken

Em directo da Rue d'Orleans n.2 ...

Era agora vocês verem-me a mim e a minha Sonia a fazer a festa, a 'amandar' os foguetes e certamente apanhar as canas no fim.

Tudo começou à tarde com um inofensivo karaoke de ABBA com a Elsa e Raquel, passando depois para um karaoke quase histérico com músicas do Dirty Dancing ... do qual temos estado a noite toda numa de cantar isto umas às outras ...

[MICKEY:]
Silvia ...

[SILVIA:]
Yes Mickey?

[MICKEY:]
How do you call your loverboy?

[SILVIA:]
Come 'ere loverboy!!!

[MICKEY:]
And if he doesn't answer?

[SILVIA:]
Ohh loverboy ...

[MICKEY:]
And if he STILL doesn't answer?

[SILVIA:]
I simply say
Baby,
Oohh baby
My sweet baby
You're the one

[ Love Is Strange ]

E a Elsa já está a fazer download do filme para o vermos, porque descobrimos que as quatro temos, pelos vistos, qualquer coisa em comum: é O filme da nossa meninice.

.. e neste preciso momento eu e a Sonia decidimos abafar a sala com Pearl Jam, uma vez que o meu iPod ainda está em Lisboa.
(para mim, Pearl Jam é como chocolate ... tem de ser consumido, pelo menos, uma vez por dia e tenho andado privada deles desde que cheguei das últimas férias em Portugal)

All Those Yesterdays, Indifference, Leash, Smile, I'm Open ... pfff sei lá eu mais o quê.

- You're so nice, Sara ... really. I'm so happy to share this appartment with you.
- Love you too, my dear polish friend. I really really do ...

Adenda
Foi assim que ontem começou a festarola das quatro pardalecas na enorme sala da nossa casa nova. (prometo fazer um post sobre)
Eu e a Sonia nos cadeirões, Raquel à esquerda da Elsa no sofá ...


Para além do sofá que está aprovadíssimo (obviamente que Divani é Divani), acho descobri o meu spot favorito na sala.

[ fishy ]

fishy fishy fishy
covered with snow
swam so tenderly
under the warm green rainbow ...