25 de setembro de 2008
24 de setembro de 2008
23 de setembro de 2008
Trouxe o peito cheio de ti!
Com o meu queixo sobre o teu ombro vi o Mundo ...

[Lisboa, Miradouro da Graça, a 21 de Setembro 2008]
... e senti-me quentinha em todo o lado.
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
[Mário Cesariny]
pela própria às
21:48
3
pardalitos comentaram
18 de setembro de 2008
17 de setembro de 2008
a culpa é da vontade ...
I get the words, and then I get to thinkin'
I don't wanna think, I wanna feel
How do I feel?
How do I? ...
I don't wanna think, I wanna feel
How do I feel?
How do I? ...
pela própria às
10:36
4
pardalitos comentaram
12 de setembro de 2008
10 de setembro de 2008
The fab four ...
In order of appearance ... and by 'crewcode':
MARSAR | PERSIL | BOBESO (!) | MAGAEL
... yesterday at the Charleroi Base Party.
pela própria às
18:51
2
pardalitos comentaram
6 de setembro de 2008
ritual
Guina o carro naquela curva meio apertada, sobe aquele topozito antes do portão e quando entra na recta final, tira o cinto e desce o vidro para absorver os cheiros e os sons ... ritual religioso dela sempre que entra na Quinta pela parte 'debaixo'. Flores da mãe Ana do lado direito e vinha do avô Sebastião do lado esquerdo, agora a cargo do pai Fernando.
Lá ao fundo já consegue ver as tílias, que protegem do sol o Discovery da mãe Ana, e metade da casa que é abraçada pela hera que ali está desde que se lembra da sua própria existência.
No fim da recta, infelizmente, já não vê a Aida e o Alvim deitados, cada um para seu lado ... Mandavam um pincho sempre um carro familiar se aproximava.
Vira o carro para a direita e, no fim da rampa da entrada de casa, vira novamente mas desta vez para a esquerda e estaciona por baixo do pinheiro onde a mana Marta, ou o avô Sebastião, costumam deixar o carro.
Desliga o motor, puxa o travão de mão, abre a porta, agarra nos sacos mais leves e sobe a rampa.
Em frente à entrada de casa, prepara-se para um outro ritual ... Como costuma ter as duas mãos ocupadas, não se dá ao trabalho de poisar os sacos e, levantando a perna direita até à altura da cintura, manda uns quantos empurrões no trinco com o pé ... É rara a vez que consegue abrir a porta à primeira desta forma.
Entra e chama pela ... Xxxxooo-oy!
Aparece a Joy a dar o alerta de que alguém entrou em casa, mas depressa entra em completo desvairo a correr sem saber para onde, a ganir de tanta felicidade por ver a agora 'outra' dona de quem não sente o cheiro há meses. Continuará a ganir nos próximos quinze minutos, garantidamente.
Atravessa o hall e entra na cozinha, largando finalmente os sacos junto ao móvel antigo (assim como toda a decoração da casa) que está à esquerda mal se entra.
Do outro lado está alguém que, sem pressa, entala a colher de pau no texto da panela da sopa, agarra no pano para secar as mãos e se vira dizendo ...
- Então minha Shhhá-rrrinha ... já chegou?
E num tom de voz completamente ridículo carregado de mimo e saudade, responde com um sorriso ...
- Shim, mãe!
Está de volta a casa.
Falta uma semana.
Lá ao fundo já consegue ver as tílias, que protegem do sol o Discovery da mãe Ana, e metade da casa que é abraçada pela hera que ali está desde que se lembra da sua própria existência.
No fim da recta, infelizmente, já não vê a Aida e o Alvim deitados, cada um para seu lado ... Mandavam um pincho sempre um carro familiar se aproximava.
Vira o carro para a direita e, no fim da rampa da entrada de casa, vira novamente mas desta vez para a esquerda e estaciona por baixo do pinheiro onde a mana Marta, ou o avô Sebastião, costumam deixar o carro.
Desliga o motor, puxa o travão de mão, abre a porta, agarra nos sacos mais leves e sobe a rampa.
Em frente à entrada de casa, prepara-se para um outro ritual ... Como costuma ter as duas mãos ocupadas, não se dá ao trabalho de poisar os sacos e, levantando a perna direita até à altura da cintura, manda uns quantos empurrões no trinco com o pé ... É rara a vez que consegue abrir a porta à primeira desta forma.
Entra e chama pela ... Xxxxooo-oy!
Aparece a Joy a dar o alerta de que alguém entrou em casa, mas depressa entra em completo desvairo a correr sem saber para onde, a ganir de tanta felicidade por ver a agora 'outra' dona de quem não sente o cheiro há meses. Continuará a ganir nos próximos quinze minutos, garantidamente.
Atravessa o hall e entra na cozinha, largando finalmente os sacos junto ao móvel antigo (assim como toda a decoração da casa) que está à esquerda mal se entra.
Do outro lado está alguém que, sem pressa, entala a colher de pau no texto da panela da sopa, agarra no pano para secar as mãos e se vira dizendo ...
- Então minha Shhhá-rrrinha ... já chegou?
E num tom de voz completamente ridículo carregado de mimo e saudade, responde com um sorriso ...
- Shim, mãe!
Está de volta a casa.
Falta uma semana.
pela própria às
06:36
5
pardalitos comentaram
4 de setembro de 2008
Lição de Vôo Nº 1 da Paulinha
Existem dois nomes de duas músicas que, sempre que puder, usarei e abusarei deles para dar nomes aos meus posts: Lição de Vôo Nº1 dos Linda Martini e Given To Fly de Pearl Jam. São mais fortes do que eu e ambas as músicas estão assim no topo! Hoje, definitivamente, fazem sentido!
Não é surpresa para muita gente o bichinho e talento que a família do meu lado paterno (o lado Martins) tem para voar.
Começou com a Dinastia Lacoste, composta pela tia Fernanda, pai Fernando e tio Nuno ...
'Lacoste' porquê? Porque desde que me lembro de existir que o manos Martins usam os belos dos pólos do crocodilo e para o comprovar, basta passar os olhos por uma meia-dúzia de fotografias e o bicho aparece.
Oh priminhas, o raio das chemises assentam-lhes tautauzissimamente bem, não é?
Seguiu-se a Dinastia 'Então oh, Madame' formada única e exclusivamente pelo primo Nunito, que ainda chegou a ser mandado borda fora do avião com um pára-quedas no lombo pelo pai Fernando quando este pilotava os Aviocar da BA3 da Força Aérea, em Tancos.
(Nota: nada de etiquetas gay nesta Dinastia, se fazem o favor! O 'Madame' surge pura e simplesmente, porque o primo Nunito, que tem estado nas Suiças, sempre habituou as primas com esta abordagem seguida sempre de um sorriso maroto ... Foi o nome que eu, e a inspiração deste post, achámos mais apropiado)
Depois de todos os enormes e babadíssimos Orgulhos que agora descansam as asas, chega a vez da terceira geração, nem mais nem menos do que ... Dinastia Andorinha.
Iniciada com o mano Miguel, co-piloto mai lindo e borracho da Omni/Portugália que só tem olhos para o seu 'Esquilo', um Beechcraft 1900D com o qual ele espalha imensa magia Espanha afora ...
Ai, se tu não fosses meu irmão ...
E, inspirada numa experiência fantástica e muito saudosa no Aeroporto de Lisboa, chegou, há oito meses, a vez da dona deste hangar de pardalices (euzinha!) de fazer-se à pista ... Não dentro de um flight deck, mas sim na cabine com a ralé, porque sempre fui mais de me dar com o povo do que propriamente com a crème de la crème da Aviação ... E tenho a dizer que não troco 189 passageiros por uma porrada de botões e manípulos nem por nada!
Como não há duas sem três (os Antigos sempre o disseram, e muito bem), chega agora a hora de apresentar a mais recente entrada nesta Dinastia de sucesso, a prima Paulinha.
Tenho a confessar que, de todos, é quem eu mais invejo e, consequentemente, de quem mais orgulho tenho. Porquê? Porque é a única que pode dizer que voa ... o mais literalmente possível!
Para mal do coração da tia São (que até é enfermeira), a Paulinha decidiu inscrever-se nas aulas de Parapente e, depois de uma primeira aterragenzita de rabo, pode agora orgulhar-se de poisar no chão que nem uma borboleta na mais delicada flor. (que momento tão poético!)
Não é surpresa para muita gente o bichinho e talento que a família do meu lado paterno (o lado Martins) tem para voar.
Começou com a Dinastia Lacoste, composta pela tia Fernanda, pai Fernando e tio Nuno ...
'Lacoste' porquê? Porque desde que me lembro de existir que o manos Martins usam os belos dos pólos do crocodilo e para o comprovar, basta passar os olhos por uma meia-dúzia de fotografias e o bicho aparece.
Oh priminhas, o raio das chemises assentam-lhes tautauzissimamente bem, não é?
Seguiu-se a Dinastia 'Então oh, Madame' formada única e exclusivamente pelo primo Nunito, que ainda chegou a ser mandado borda fora do avião com um pára-quedas no lombo pelo pai Fernando quando este pilotava os Aviocar da BA3 da Força Aérea, em Tancos.
(Nota: nada de etiquetas gay nesta Dinastia, se fazem o favor! O 'Madame' surge pura e simplesmente, porque o primo Nunito, que tem estado nas Suiças, sempre habituou as primas com esta abordagem seguida sempre de um sorriso maroto ... Foi o nome que eu, e a inspiração deste post, achámos mais apropiado)
Depois de todos os enormes e babadíssimos Orgulhos que agora descansam as asas, chega a vez da terceira geração, nem mais nem menos do que ... Dinastia Andorinha.
Iniciada com o mano Miguel, co-piloto mai lindo e borracho da Omni/Portugália que só tem olhos para o seu 'Esquilo', um Beechcraft 1900D com o qual ele espalha imensa magia Espanha afora ...
Ai, se tu não fosses meu irmão ...
E, inspirada numa experiência fantástica e muito saudosa no Aeroporto de Lisboa, chegou, há oito meses, a vez da dona deste hangar de pardalices (euzinha!) de fazer-se à pista ... Não dentro de um flight deck, mas sim na cabine com a ralé, porque sempre fui mais de me dar com o povo do que propriamente com a crème de la crème da Aviação ... E tenho a dizer que não troco 189 passageiros por uma porrada de botões e manípulos nem por nada!
Como não há duas sem três (os Antigos sempre o disseram, e muito bem), chega agora a hora de apresentar a mais recente entrada nesta Dinastia de sucesso, a prima Paulinha.
Tenho a confessar que, de todos, é quem eu mais invejo e, consequentemente, de quem mais orgulho tenho. Porquê? Porque é a única que pode dizer que voa ... o mais literalmente possível!
Para mal do coração da tia São (que até é enfermeira), a Paulinha decidiu inscrever-se nas aulas de Parapente e, depois de uma primeira aterragenzita de rabo, pode agora orgulhar-se de poisar no chão que nem uma borboleta na mais delicada flor. (que momento tão poético!)
As fotografias da primeira Lição de Vôo ...


E o video da última aterragem que merece ser visto no devido enquadramento ... aqui.
Priminha, é por estas e por outras que a partir de agora passas tu a ser a 'prima tipo ídolo'!
;)
pela própria às
02:49
7
pardalitos comentaram
1 de setembro de 2008
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