
Ontem de tarde fui à Fnac do Chiado comprar mais um livro do Astérix. Esta
poção mágica está a comemorar 45 anos de existência e eu aproveitei o aniversário para refazer e reler a colecção em honra ao meu pai, porque a minha querida mana Marta foi semeando (é o verbo que ele usa) os dele pelos amigos ... O que é certo e sabido é que nunca mais deram à costa.
Larguei os habituais €10,80 e comecei a fazer outras contas de cabeça sobre o que haveria de fazer a seguir. A vontade de regressar a casa era zero.
(
o que vale é que é nestas horas que o meu estômago se transforma, em perfeita sintonia com o cérebro, no meu conselheiro preferido)
Tal qual aconteceu na semana passada, prontamente me decidi a ir lanchar ao Pão de Canela, que é um cafézinho muito sossegado para onde eu vou muitas vezes
esplanar. À medida que eu ziguezagueava pelo Bairro Alto em direcção à Praça das Flores, comecei a fazer o filme todo ...
"
Como nem está muito frio, vou sentar-me cá fora para ouvir a chuva e sentir o cheiro da terra molhada do jardim. Hmmmm (pensativa)
... que é que hei-de lanchar? ... o belo do bolo de arroz será com toda a certeza. Logo vejo se acompanho com uma meia de leite ou chá".
O feliz contemplado foi um chá de camomila. Arrumei a mesa estrategicamente, refastelei-me na cadeira e dei início à sessão de leitura.
Partilharei de seguida o ritual (para vocês, se calhar ... mania) que faço quando lancho/tomo café seja lá onde for ... neste caso, será o
ritual do lanche.
No que toca ao
chá, que é sempre de camomila ou cidreira (mais cidreira, por acaso), nunca lhe deito açúcar, e desengane-se quem julgar que é uma mania de gaja que quer manter a linha, porque não é. Acho que o chá doce perde por completo a piada por não deixar que o paladar sinta o verdadeiro da sabor da planta, daí ficarem sempre os dois pacotinhos de açúcar em cima da mesa.
Ora, agora a melhor parte ... o
bolo de arroz :) A grande mania, desculpem, o ritual consiste em
debicar com os dedos e não trincar, como provavelmente, 80% das pessoas fazem. Uma
andorinha que estava sentada numa mesa ao lado até comentou, "
Então ... estás a estragar o bolo todo.", ao que eu me vi obrigada a explicar que aquilo era um ritual, e não uma descarga de nervos no desgraçado do bolo.

Só vos digo, meus caros, é do melhor ... aconselho! E, já agora, se alguém morar por essas bandas, avisem. Para a próxima, em vez de um Astérix, vou preferir companhia para tagarelar ...
Fiquem bem.